Faz bastante tempo que não passo por aqui… Agora há pouco, abri minha caixa de e-mails e vi o comentário deixado pelo Marcos, cuja poodle toy Nina faleceu hoje. Além de passar aqui para responder ao Marcos, aproveito para explicar meu sumiço.

Adotei a Nina em meados de julho. Numa das primeiras visitas dela ao veterinário, resolvi levar a Maria Aparecida (aquela gatinha linda que está na foto e no vídeo abaixo) junto para fazer uma revisão. Descobrimos que ela estava com pequenos nódulos nas mamas e problemas nos rins (segundo a veterinária, uma má formação causada pela ração). Em nenhum momento entrei em pânico porque tinha certeza que tudo iria dar certo. Ela estava super bem aparentemente: pulava, corria, brincava com a Nina. Isto para mim era um ótimo sinal. Entretanto, dois dias após a cirurgia, a Maria acabou falecendo.

Era o segundo bichinho que eu perdia no ano. Foi horrível. Meu marido e eu ficamos arrasados. Demorou muito tempo para cair a ficha… e mais tempo ainda para conseguir ver as fotos e vídeos da gatinha. Não podia nem pensar neste blog – que, apesar de ser “da nina”, também era da gatinha.

Enfim, o tempo passou. Lembro dela todos os dias – às vezes quando abro a persiana do quarto de manhã (ela corria para o pátio para pegar um pouquinho de sol e comer plantinhas), outras vezes quando abro a porta da geladeira (ela sempre vinha correndo atrás para pedir patê), quando leio um livro na cama (ela sempre dava um jeito de sentar na frente ou em cima dele), quando rego a samambaia (cujas pontinhas ela mascava que nem chiclete) ou quando puxo a coberta à noite (sempre que sentia frio, ela batia com  a patinha na minha cabeça, bem de leve, para que eu a deixasse entrar nas cobertas). Lembro dela em vários momentos, com saudade mas sem dor… olho fotos, assisto vídeos e não consigo pensar em outra coisa senão como ela era linda e como foi bom ter vivido e cuidado dela por esse tempo.

Há duas semanas atrás, minha cunhada, a Bibi, nos deu um presente: o Chico Tom, um gatinho “sianês” (vira-lata com siamês). Ele tem só dois meses e foi encontrado por uma veterinária em Novo Hamburgo. Pesa 1,2kg, come pra chuchu, tem uma goela descomunal e, apesar da Nina ser muito maior, ele jura que pode roubar a comida dela (medo nenhum da morte). E assim como foi com o Bob e a Nina, o Chico chega e vai ajudando a preencher um vazio, um buracão deixado pela gatinha.

Vida que segue…

 

Francisco Antônio Brasileiro, vulgo "Chico Tom"

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Reproduzo abaixo um comentário que recebi da Priscila, uma das responsáveis pelo site Adote, não compre.Olhem lá as histórias de outros cães adotados:)

Bjs,

Vivi

Nooosssaa! Que baita surpresa de saber que nós do Adote, Não Compre tivemos uma pequena participação nessa maravilhosa adoção da Nina! Estamos SUPER felizes e orgulhosas!

Atualizei o anúncio da Nina e das irmãzinhas com essa novidade (http://adotenaocompre.blogspot.com/2010/06/filhotinhas-mesticas-poodle-toy-para.html). Cada atualização de adotados com alguma historinha para contar fica na nossa sessão de “relatos de um novo lar” (http://adotenaocompre.blogspot.com/search/label/relatos%20do%20novo%20lar), e tomei a liberdade de colocar as fotos que a Cris mandou com um pedaço desse teu emocionante relato.

Querida, o nosso blog existe para que adoções exatamente assim como a tua aconteçam: uma alternativa à compra. Muitas pessoas, assim como tu e eu, antes de adotar, não sabem que podem ter em suas vidas um peludinho como sonham adotando e salvando uma vidinha. Dos mais de 1.200 que temos divulgados lá no blog (desde fev/2009), a Nina fez parte de mais um final feliz.

Obrigada por adotar a Nina, e obrigada por partilhar essa alegria com a gente com as novidades dela aqui nesse blog. Adorei os vídeos, vou adorar espiar aqui tudo o que a Nina está aprontando, hehe!

Um ABRAÇÃO!

"Ela é minha menina..."

Não abandonei a idéia (sim, ainda utilizo a ortografia “antiga”) do blog. A longa parada se deve em função do final de semestre na faculdade. Muitos trabalhos para terminar e apresentar, prazos se esgotando, provas… e, é claro, a Nina, que quer atenção em tempo integral. O jeito é ler/escrever com uma mão e usar a outra para brincar com ela!

A Nina já cresceu um monte e inclusive consegue brincar com uma bolinha que antes a atropelava:) Aliás, essa bolinha tem sido a salvação dos meus dedos. Como todo filhote, a Nina morde tudo o tempo todo – mas nada parece tão saboroso quanto meus dedos. Fiz uma pesquisa em sites especializados, conversei com a veterinária e descobri que não é muito legal incentivar essas mordidas. Isso porque, apesar de parecer uma brincadeirinha inocente, com essas mordidas, os filhotes vão aprendendo a marcar sua posição hierárquica. Logo, se eles entenderem que não há problema algum em abocanhar nossos dedos, não pensarão duas vezes em usar os dentes quando forem contrariados mais tarde.

Para tentar acabar com essa “maniazinha” da Nina, tenho utilizado a seguinte tática: toda vez que ela me morde, paro a brincadeira, repito “Não morde!” várias vezes e ignoro-a por alguns segundos (difííícil!). Algumas pessoas aconselham a pressionar a língua do filhote por alguns segundos (sem machucá-lo, é claro!). Fiquei com um pouco de receio dessa técnica. E, no caso da Nina, não dá certo mesmo. As duas vezes que tentei, ela entendeu como continuação da brincadeira. Abandonei a tática.

Mas a melhor forma mesmo de fazer os filhotes pararem de morder é enchê-los de brinquedos! Sempre que a Nina morde os brinquedos e não meus dedos, dobro o carinho:) Dá certo!

É óbvio que nenhum filhote aprende da noite para o dia que não pode morder os dedos do dono. A Nina está aprendendo aos pouquinhos, e às vezes escorrega. Posto abaixo um vídeo nosso brincando com a bolinha. Ela já está aprendendo a trazer de volta os brinquedos que atiro para ela buscar. Mas adivinha o que ela faz quando devolve-os? Não se espantem se me encontrarem mancando por aí…

Em tempo: o site Cão Cidadão tem dicas bem legais sobre formas de interagir com filhotes. Confere lá!

No comentário de ontem, a Sabrina disse que não tinha conseguido ver a carinha da Nina. Minha orientadora reclamou da mesma coisa hoje. Então, para resolver o problema, posto aqui um vídeo da Nina beijando a câmera:)

Como eu estou meio cheia de coisas para fazer, vou deixar hoje um vídeo, no lugar do texto, das duas maninhas se conhecendo:)

Hoje foi:

a) o terceiro dia da Nina aqui em casa. Já está super adaptada, corre por todos os cômodos, dorme comigo no sofá, fica no meu colo enquanto leio, morde nossos chinelos e dedos do pé e até acerta o jornal já;

b) o segundo dia que a Nina acordou às 07:00, em ponto. Acho que ela ouve os passarinhos e decide que está na hora de levantar. Também pelo segundo dia consecutivo, cheguei a duvidar se havia mesmo adotado uma cadelinha ou uma foca. É que ao invés de latir para me chamar, ela faz um barulho bizarríssimo. Vou tentar gravar e postar aqui amanhã. Segundo o  Pedro, a Nina é um eficiente despertador offline – que eu espero que desperte depois das 08:00 amanha:

c) o segundo banho. Fiasco imenso;

d) o primeiro dia que ela teve contato visual com a Maria Aparecida, nossa gatinha. Na verdade, eu não tenho certeza de que elas tenham de fato se enxergado. A Maria reagiu tão calmamente que eu duvido que ela tenha se dado conta de que a Nina não era um bichinho de pelúcia. Já a Nina apagou durante a operação. Deitou no meu ombro e dormiu. De qualquer maneira, vou esperar mais alguns dias para uma segunda tentativa. Aceito sugestões!

Essa é a maninha da Nina, a Maria Aparecida (vulgo “Gatinha”):

Ela só quer saber de colo quando vê o Pedro:

Há duas semanas, o Bob faleceu.  Para tentar diminuir um pouco o buracão que ele deixou resolvi ir atrás de um outro bichinho. Inicialmente, pensei em comprar um cachorro. Confesso que só depois de visitar algumas pets e não encontrar um  filhote que coubesse no meu bolso (não, eu não estava atrás de um cachorro pequeno) é que me dei conta que eu poderia, na verdade, adotar um cãozinho.

Fiz uma busca na internet e encontrei o www.duasmaosquatropatas.com.br e o adotenãocompre.blogspot.com. Nesses dois blogs, encontrei três irmãs lindas. Amor à primeira vista! Ontem, às 11:03, a Cris (uma das duas madrinhas da Nina) as trouxe para eu vê-las. Fiquei com a mais quietinha e menorzinha de todas, a Nina (homenagem a uma grande cantora negra norte-americana, Nina Simone).

Esse blog é minha forma de dizer muito obrigada a todos (e não são poucos) que tornaram possível essa adoção. É também uma forma de divulgar ações em prol de bichos abandonados e incentivar e inspirar outras pessoas que estejam considerando a adoção como uma alternativa.

Nina

Bob